sábado, junho 11, 2011

Tentando Uma Adaptação - Cap. 7

Cap. 7 – Um Idioma Esquisito
- Bella! – a voz de Alice era a última que eu queria ouvir. – Bella, Edward, acordem já!
Eu e Edward nos mexemos e gememos ao perceber o barulho na porta.
Edward me prendeu com seus braços por trás em uma maneira de dormir de novo, mas era impossível com Alice batendo na porta.
- O que foi Alice? – perguntei.
- Vamos sair, nós, os casais, sem Esme e Carlisle. – disse Alice – Então, se arrumem logo.
- Que horas são? – perguntou Edward.
- Umas 6h50. Vamos – insistiu Alice.
Levantamos-nos e eu fui tomar banho e escovar os dentes. Logo depois Edward foi. Vesti uma calça jeans escura, uma blusa de manguinha e uma camisa de frio grossa por conta da neve. Edward vestiu uma roupa parecida.
Quando descemos, Alice, Jasper, Rosalie e Emmett estavam com algumas mochilas nas costas. Alice nos esperava no fim da escada.
- Qual é a das mochilas? – perguntei eu.
- Suprimentos. Cada um com umas coisas necessárias na sua mochila. – respondei Alice – Jasper, por exemplo, têm dicionários, internet móvel e GPS conectado a casa.
- Bem pensado. – murmurou Edward – Aonde vamos?
- Dois táxis estão nos esperamos lá fora para irmos ao centro, passeamos por lá algum tempo depois vamos para mais longe. – indagou Jasper – Tem uma floresta por trás do shopping, poderíamos ir lá.
- Como assim uma floresta? – disse Edward – Ficaram loucos?
- Calma, é uma reserva protegida por guardas. Vai ser demais! Uma aventura animal. – disse Emmett.
Todos se arrumaram com suas mochilas. Eu e Edward recebemos uma. Quando estávamos preparados, lembrei do mais importante.
- Minha bombinha. – e corri até o escritório de Carlisle. Desde a Itália, Esme é quem estava com todos os inaladores. Talvez estivessem no escritório.
Procurei por todo o lugar no escritório e nada. Subi as escadas depressa até o quarto de Esme e bati na porta.
- Esme, preciso dos meus inaladores. – e dizendo isso, Esme abriu a portar abruptamente com uma cara assustada.
- Você está bem? Aconteceu alguma coisa? – perguntou Esme, apressadamente.
- Não, não – ri de como Esme ficou. Assenti negativamente e Esme se acalmou – É que vamos sair e eu preciso deles. Está com você?
- Sim, dois. – se virou e abriu a gaveta da mesinha de cabeceira do quarto. – Aqui – se dirigiu a porta e me entregou dois inaladores. – Cuidado na floresta.
- Você sabe?
- Sim, Rosalie me contou. – murmurou Esme. Fiquei surpresa em Rosalie ter contado a ela.
 Voltei para a sala e todos se levantaram do sofá. Joguei um para Alice para ela guardar – ela pegou com agilidade – e me dar se precisasse. Guardei o outro comigo e saímos da casa.
A neve estava baixa no chão e não caia mais flocos do céu. Alice disse quando estávamos num dos táxis que, se continuasse assim, a floresta estaria limpa de neve e facilitaria a nossa locomoção.
Os taxis nos deixaram e frente ao shopping no centro da cidade que eu não sei o nome. Quer dizer, eu não sabia nada da Alemanha.
Quando nós entramos, rapidamente Emmett foi direto a escada rolante. Parecia que ele conhecia. Pelo jeito de Emmett, não sei como ele se enturmava, principalmente porque nenhum de nós sabia alemão. Rosalie o seguiu.
Eu, Edward, Alice e Jasper continuamos andando . O movimento estava calmo e o tempo estava praticando exercício porque já eram 07h30min.
- Quanto custa àquela blusa? Eu amei! – murmurava Alice para quase todas as roupas que via pela frente. Era irritante, mas o Jasper sempre estava atento com o seu dicionário.
Quando batiam 09h00min Emmett ligou para mim.
- 09h00min, maninha, vamos para a reserva? – perguntou.
- Sei lá, vou falar com o pessoal. – e pus a palma da mão no fone do celular. – Querem ir para a reserva? – disse para meus acompanhantes.
- Vamos sim, temos que voltar antes do jantar senão a mamãe nos mata - disse Jasper e eu admirei a intimidade e empolgação dos garotos com a nossa família; e com o ‘mamãe’ também.
- Tá – disse e pus o celular no ouvido – Nós vamos, onde vocês estão? – perguntei a Emmett.
- Na entrada do shopping esperando vocês.
- Ok. Estamos indo. – desliguei e guardei o celular no bolso. – Eles estão esperando a gente na entrada do shopping. Vamos.
Demorou um pouco porque nenhum de nós memorizou o caminho mas, por fim, chegamos.
Um taxi nos deixou na entrada da reserva – que era cercada por um muro enorme que permitia que crianças de 12 anos andassem por ela sozinhas – e nos dirigimos a uma mulher que nos deu uma pulseirinha para cada e perguntou se éramos um grupo e nos emprestou dois rádios para emergência.
Quando entramos, percebemos que não era fácil. Tinha muitas árvores e quase não se via o muro.
- Bem, isso vai ser divertido – disse Edward, se aquecendo – Pelo menos uma aventura de verdade nessas férias.
Eu ri e fiz o mesmo. Tirei o casaco e amarrei-o na cintura. Apertei mais a mochila e respirei fundo. Ia ser legal, com certeza.
- Vamos fazer dois grupos. – disse Rosalie – Para usar os rádios. Ficará mais real.
- Ok, quem com quem? – disse Jasper – Temos que ter também o nome das equipes.
- Alice vai ficar comigo – disse eu.
- Ficamos eu, Alice e Bella com o nome... Águia e o resto com Golfo. Que tal? – sugeriu Edward.
- Hmmm. É, né, vamos. – disse Jasper.
Então, começamos a andar. O meu grupo, Águia, para a direita, e o Golfo, para a esquerda. Estávamos todos bastantes animados com a aventura na reserva. Isso iria fazer a gente entrar de vez no clima das férias.
- Bella, qualquer coisa você me avisa, ok? – disse Alice, ao meu lado.
- Alice, você está parecendo à mamãe. – rebati.
- Tô falando sério – murmurei.
- Não vai acontecer nada. – respondi – Pode ficar tranqüila e se diverti? – perguntei.
- Claro. – disse Alice repondo seu belo sorriso no rosto.
Continuamos nossa caminhada. Edward na nossa frente, guiando-nos. Estava bastante escuro para o horário, mas era porque estava nevando.
O frio logo nos alcançou e vestimos nossos casacos. Eram umas 13h30min e estávamos bastante cansados. Eu, claro, ofegante.
- Bella, você precisa parar. – disse Edward, me puxando pelo braço até uma árvore. – Alice, o inalador, por favor – completou.
Alice o entregou. Eu estava sentada no chão de cabeça baixa. Verdade, eu estava entrando em crise. Edward se sentou ao meu lado e segurou meu queixo, erguendo-o.
- Agora, inale – murmurou Edward, pondo o inalador na minha boca. – Vamos, inale. – eu inalei, bem rápido, pelo visto, pois eu tossi logo em seguida.
Respirei fundo e me estabilizei. Recuperando meu estado normal e olhei para frente, ao ponto fim da reserva.
- Vamos bipar os outros para saber onde eles estão? – disse Alice.
- Faça isso. – murmurou Edward alisando meus cabelos.
Eu estava meio atordoada por causa da inalação. Isso sempre acontecia por causa da pressão que eu recebia quando inalava. Mas era questão de minutos passar.
Edward levantou novamente meu queixo para me olhar. Seus olhos estavam preocupados e tensos.
- Você está bem?
- Sim. Não há necessidade de se preocupar. – murmurei – Isso sempre acontece, estão exagerando.
- Não é exagero, Bella. Você tem que ficar bem. Se quiser podemos voltar.
- Deve estar brincando. Não voltaria por nada. – falei bufando.
- Eles estão chegando. – murmurou Alice.
- Está pronta? – perguntou Edward a mim.
- Sim. – murmurei. – Estamos chegando. Vamos logo. – disse e me levantei. Os dois me seguiram novamente, concentrados e animados na nossa expedição, que era até o lado oposto da entrada da reserva.
Quando chegamos, duas horas depois, Emmett e Jasper com Rosalie já estavam lá, sentados no chão.
- Ia bipar vocês agora mesmo. Acabamos de chegar – disse Jasper. – Se liga na nova: Emmett fala alemão.
- Hmmm. Já que estão todos aqui, vamos voltar, chegaremos à entrada na hora do jantar. – disse Rosalie – Essa reserva é grande demais. – e me lançou um olhar cauteloso.
- É, melhor irmos, vamos – concordou Alice. – Mas, Emmett fala alemão? Como?
- Curso rápido de uma semana na internet – respondeu Emmett – Só o básico – e sorriu.
Todos riram.
- Você está bem? - perguntou Rosalie a mim.
- Sim, sim. – murmurei. – Claro.
Por fim, depois das seis horas da volta, igual à 21h30min da noite, chegamos à entrada. Puxa, caminhar por seis horas não é brincadeira.
Devolvemos os rádios e fomos para casa. Ao chegar, o cheiro de comida nos lembrou de que estávamos famintos.
- Epa, epa. Nem pensem em entrar na cozinha antes de tomarem banho. – disse Esme quando íamos em direção a cozinha, nos pegando de surpresa.
Subimos para os quartos para tomar banho e matar a fome logo em seguida.
- O que achou do nosso passeio hoje? – perguntei a Edward.
- Foi bem legal. Principalmente na volta. – respondeu.
- Porque na volta?
- Porque você caminhou seis horas sem precisar inalar.
- Você estava me observando?
- O tempo todo. – disse Edward – Você foi extraordinária. Parabéns.
- Nossa, obrigada – respondi, sem graça dos elogios de Edward – Também me sinto orgulhosa. Mais um limite batido.
- Uhum – disse Edward se aproximando – Você foi maravilhosa.
E chegando bem perto me lançou um beijo quente como pão recém saído do fogo, mas com gosto doce. Eu esqueci onde estava.
- Uma ótima recompensa. – disse eu quando fui liberta do aperto abrasador de Edward – Mas é melhor tomarmos banho. Eu estou com fome.
- Claro. – Edward sorriu e se afastou.
Tomei eu primeiro um banho. Aprontei-me rapidamente, Edward também. Assim que tudo pronto, descemos e encontramos os outros no corredor. Menos Alice.
Entrei no quarto dela e não a encontrei. Fui até o banheiro e lá estava ela, penteando os cabelos numa lentidão exaustante. Sua expressão era de preguiça.
- Oi, Alice – falei aproximando-me dela – Tudo bem?
- Sim, não, talvez. – respondeu ela.
- Por quê?
- Sei lá, eu queria uma coisa emprestada...
- Ai, Alice, fala logo. – murmurei exaltada.
- Eu sempre quis um vestido vermelho, tomara que caia, com uma pantera bordada na barra... – disse Alice, mas eu a interrompi.
- Não, não, não, não. Você quer meu vestido pantera? – disse eu – O meu melhor vestido. Esse pranto todo é só charminho?
- Por favor, Bella, eu quero sir para uma noite quente com o Jazz e nada no meu armário serve. Você nunca usou aquele vestido – falava Alice com as mãos juntas no peito – Eu prometo que devolvo lavadinho. Por favor?
- Mas, Alice, está nevando. – murmurei
- Ah, eu tenho uma meia calça perfeita para ele que esquenta e uma jaqueta. – respondei Alice.
- Vai cuidar bem dele? – perguntei.
- Claro que sim – disse ela.
- Ok, te dou depois do jantar. – disse – Vamos comer.
- AH! Obrigada – disse Alice me abraçando. – Mas, e você e seu colega?
- Eu e quem? – me confundi.
- Você e o Edward – disse Alice.
- Que é que tem?
- Vocês são tão próximos. Ele não tirou os olhos de você na reserva.
- Será que todo mundo percebeu menos eu que ele estava me olhando? – rebati.
- Sim, seu irmão Jasper.
- Ah, minha nossa Senhora. O que foi que ele disse? – perguntei.
- Disse que tinha muito mais entre vocês do que só amizade.
- Vocês... estão viajando na batatinha – me exaltei.
- Meninas, desçam. – gritou Esme quando eu ia gritar ainda mais com Alice.
Assim fizemos. Descemos e nos juntamos aos outros que já estavam comendo. Eu e Alice nos sentamos nos lugares de sempre: Ela na minha frente e eu ao lado de Edward e Emmett.
O jantar foi bem agradável. Comemos lasanha e bebemos vinho. Coisa bem leve. Depois decidimos assistir um filme que Rosalie comprou no shopping.
- O filme é super legal. Li o enredo na internet e me apaixonei. – murmurou Rosalie.
- Eu não acredito que é romance. – disse Emmett.
- Não, eu disse que não. Bom, tem romance, ação, aventura, drama e mais alguma coisa.
- Parece legal – disse Alice e Carlisle assentiu positivamente também.
Rosalie pôs o filme e nos acomodamos no sofá. Carlisle e Esme pareciam se diverti com a situação. Estavam sentados no centro do sofá. Emmett e Rosalie a sua esquerda e Alice e Jasper na sua direita. Eu estava do lado de Alice com Edward ao meu lado.
O filme começou com um grito desesperado; eu que estava distraída, me assustei. Edward se moveu ao meu lado, virando mais para mim, que estava do lado de Alice-Super-Atenta. Ela me cutucou na cintura. Eu não entendi, mas também deixei para lá.
As cenas foram passando e a turma se agitando. Emmett e Jasper começaram a discutir sobre as cenas seguintes. Carlisle e Esme se despediram dizendo que estavam cansados; eu bem sabia como eles estavam cansados e o que iam fazer.
Alice, sem paciência, puxou Jasper mais para si e fez cafuné nele. A discussão terminou e o silêncio pairou. Só nos demos conta do que estava acontecendo quando Emmett soltou um “gostosa”. Ele e Rosalie estavam aos beijos e chamego. Eu e Alice nos entreolhamos e sorrimos. Realmente, aquela não poderia ser minha família.
Para agravar mais a situação, Alice e Jasper fizeram o mesmo e tiraram o atraso, atracando-se ao meu lado.
Parecia que eu estava sozinha, só aí me lembrei de Edward ao meu lado.
Virei-me para fitá-lo e o vi com uma mão apoiando a cabeça. Parecia entediado.
- Tudo bem, Edward? – perguntei, já pensando na resposta.
- Sim. – respondeu ele, secamente.
- Tem certeza? – insisti.
- Parece que esse não é um lugar ideal para se conversar. Prefiro esperar as demonstrações públicas de afeto acabarem, se não se importa. – disse ele.
- Ok. – assenti sem saber o que havia acontecido para ele estar daquele jeito.
Algum tempo depois, os beijoqueiros se desgrudaram e voltaram a atenção para o filme.
Até que era legal. Todos nós ficamos tensos com o decorrer da história. Com certeza era um filme de suspense. A protagonista sempre se salvava do ataque no último segundo. Ficamos tão absortos no filme que os créditos finais começaram  e ninguém se mexeu. Foi Jasper quem cortou o silêncio.
- Nossa! Que filme.
- Bota filme nisso – murmurou Alice.
Rosalie se levantou para tirar o DVD.
- Eu disse  vocês que era bom – murmurou Rosalie.
- Até que enfim acertou uma coisa, loura. – disse eu.
Rosalie apenas respondeu como sempre respondia quando a chamava de loura: mandando o dedo do meio.
Alice, Jasper, Edward e eu subimos. Ainda não eram 00h00min mas todos estávamos cansados por causa do longo passeio. O que mais eu queria agora era cama.
Quando chegamos ao quarto, lembrei-me que Edward queria falar comigo. Quer dizer, ele preferiu responder minha pergunta quando 'as demonstrações públicas de afeto acabar’ palavras dele.
- Então, Edward, pode responder minha pergunta. - disse eu.
- Você perguntou se eu estava bem – murmurou – e eu respondi que sim. Mas você insistiu perguntando novamente.
- Porque tem alguma coisa errada – cheguei mais perto dele, que estava sentado na cama – Eu seu que sim.
- Ok, primeiro: eu não estava totalmente animado para essa viagem; eu só vim por sua causa. – e sorriu para mim – Segundo: a Itália parecia mais divertida do que aqui e terceiro: eu não gosto dessa casa.
- Como assim não gosta dessa casa? Ela é linda.
- Todo mundo gostou, menos eu.
- Você quer ir para casa? – perguntei entristecida. Se Edward fosse embora não teria graça.
- Não, é só um problema meu com casas. Preciso me familiarizar com essa ainda. Eu detesto todas as casas em que eu morei. Foi muito difícil eu me acostumar com a casa de Forks.
- Hmm. Espero que você se anime mais. Talvez amanhã possamos sair, relaxar. – sugeri.
- Faria isso? – murmurou Edward – Por mim.
- Claro que sim – respondi. – Sem hesitar.
Edward me lançou um sorriso de tirar o fôlego; Só depois de alguns minutos viajando na batatinha que lembrei que estava cansada.
Caí na cama onde Edward já estava deitado e me acomodei. Pude sentir meus músculos relaxando.
Senti a mão de Edward em minhas costas. Ele me puxou para mais perto, de modo que nossos corpos ficassem colados e eu sentia claramente o cheiro doce de Edward. Foi como água morna nos meus pés.
- Bella, você é tudo que eu preciso – murmurou Edward ao meu ouvido. Aquilo era tudo que eu queria escutar.
- Você é tudo que eu preciso. – respondi.
Aquela seria as férias das nossas vidas. Minha e de Edward.
Dormimos como crianças. Sem stress, sem tensão. Eu tinha tudo que eu queria ao meu lado e isso já bastava. Agora nós é que éramos os bobos.

quinta-feira, junho 09, 2011

Scream 4 - Wes Craven


Sinopse: Em 'Pânico 4', Sidney Prescott (Neve Campbell) agora é autora de um livro de auto-ajuda, e retorna para Woodsboro na última parada de sua turnê para promover o lançamento. Lá, ela reconecta-se com o sherife  Dewey (David Arquette) e Gale (Courteney Cox) - agora casados - assim como sua prima Jill (Emma Roberts) e sua tia Kate (Mary McDonell). Infelizmente, o retorno de Sidney também traz Ghostface de volta, colocando Signey, Gale e Dewey, junto com Jill, seus amigos e toda a cidade de Woodsboro, em perigo. Inspirado em vários filmes de terror, o assassino retorna, mas desta vez, as regras são baseadas no novo clichê.

O novo clichê apresentado nessa produção é: O assassino, agora muito moderno, leva consigo uma câmera para filmar suas mortes. Para mim, não tem nada a ver com o mistério das sequências de Pânico. Nenhum filme, para mim, dessa série foi bom, só é apenas mais um filme de terror que tem um pouco mais de 'fãs' do que qualquer outro. A única coisa que diferencia Pânico das outras produções frustradas e horríveis de terror é que ele é moderno; traz coisas modernas. E também digo que não é cheio de efeitos epeciais. O que é bom, para salvar um pouco o trabalho da equipe.

Eu queria poder fazer com que alguns diretores pudessem entender a hora de parar de fazer sequências. Fica uma coisa tão repetitiva e tão exaustante que às vezes mostra que filmes de terror só eram bons antigamente. E são, são os melhores, os filmes de terror de antigamente.

A atuação da Neve também ajudou a não deixar um lixo total. Ela sempre sabe interpretar as reações na hora exata. Acho que foi melhor ainda quando  ela - spoiler - fingiu que estava morta para que a sua prima, Jill não a matasse 'mais'. Eu gostei do fim por que a Sidney mostrou um pouco de moral dizendo, olhando para o corpo de sua prima que ela mesma matou: Não sei você, mas eu estou mais aliviada. Enfim, espero que não venha outra sequência e que a Neve atue numa produção que mereça sua presença, num filme melhor.

Trailer

terça-feira, junho 07, 2011

Sentimentos Incontroláveis

*Durante uma hora poderei te fazer se arrepender de seu nascimento.
Dupla personalidade. Acho que esse é o nome. Posse estar alegre e, exatamente 2 segundos depois estar com raiva. Angelina. Pode me chamar assim. Não, não quero. Meu nome é desconhecido pela sociedade. Eu não quis isso, mas parece que, quando estão todos alegres, desconhecem a minha presença. E, quando estão frustrados, descontam em mim. Todos são assim e fazem isso.
*Essa história é incompreendida. Essa história é incontestável. Minha vida é incompreendida.
Besteira. Estava eu, Alice, numa rua. Uma rua depois da minha. Vi em flor. Besteira. Tudo que eu disse acima é besteira. Vi uma flor. Ela era azul. Num azul lindo. Eu queria aquela cor para meus cabelos. Eu queria saber o nome daquela flor. Lembrei que no meu livro de ciências tinha uma foto daquela flor. !!!. Orquídea azul. Mas, quando voltei a avistar a flor que estava na minha mão, ela estava murcha.
*Não é besteira o que eu disse acima desse último parágrafo. Meu nome é desconhecido. Sou invisível. Todos descontam raivas em mim. Tenho dupla personalidade.
Tenho sentimentos incontroláveis.

segunda-feira, junho 06, 2011

MTV Movie Awards - 2011

Foram tantas emoções. A Saga Crepúsculo levando todos os premios que estavam concorrendo, demonstrações públidas de afeto de Robsten, Rob fingindo beijar o Taylor, o Rob dizendo a Kris: "I wanna take you backstage" depois que eles levaram o Best Kiss, trailer de Breaking Dawn - Part 1 (post abaixo), A cara feia da Emma Watson quando a Kris ganhou o Melhor Performance Feminina, o backstage com o cast de Eclipse. Nossa Senhora. Enfim, esse MMA foi pesado para meu coraçãozinho. Aí estão os indicados e vencedores:

Melhor Performance Masculina
Daniel Radcliffe (Harry Potter 7.1)
Jesse Eisenberg (A Rede Social)
Robert Pattinson (Eclipse)
Taylor Lautner (Eclipse)
Zac Efron (Charlie St. Cloud)

Melhor Vilão
Christoph Waltz (Besouro Verde)
Leighton Meester (The Roommate)
Mickey Rourke (Homem de Ferro 2)
Lotso (Toy Story 3)
Tom Felton (Harry Potter 7.1)

Melhor Cena de Cair o QueixoJames Franco corta o seu braço (127 Horas)
Justin Bieber (Justin Bieber: Never Say Never)
Leonardo DiCaprio e Ellen Page em meio ao café explodindo (A Origem)
Natalie Portman puxando a pele do dedo (Cisne Negro)
Steve-O fazendo Bungee-jump em um banheiro (Jackass 3D)

.
Melhor Luta
Amy Adams vs. The Sisters (O Vencedor)
Chloë Grace Moretz vs. Mark Strong (Kick-Ass)
Harry, Rony e Hermione vs. Comensais da Morte (Harry Potter 7.1)
Joseph Gordon-Levitt vs. homem no corredor (A Origem)
Robert Pattinson vs. Bryce Dallas Howard e Xavier Samuel (Eclipse)

Melhor Beijo
Ellen Page e Joseph Gordon-Levitt (A Origem)
Emma Watson e Daniel Radcliffe (Harry Potter 7.1)
Kristen Stewart e Robert Pattinson (Eclipse)
Kristen Stewart e Taylor Lautner (Eclipse)
Natalie Portman e Mila Kunis (Cisne Negro)

Melhor Fala
“Quero me embebedar de chocolate!” (Gente Grande)
“Existe um poder maior que irá lhe julgar por sua indecência.” | “Tom Cruise?” (A Mentira)
“Se vocês fossem os inventores do Facebook, vocês teriam inventado o Facebook” (A Rede Social)
“…Um milhão de dólares não é legal. Sabe o que é legal?” | “Um bilhão de dólares. E isso calou a boca de todos.” (A Rede Social)
“Você não tem que ter medo de sonhar um pouco maior, querida.” (A Origem)

Melhor Performance Feminina
Emma Stone (A Mentira)
Emma Watson (Harry Potter 7.1)
Jenifer Aniston (Esposa de Mentirinha)
Kristen Stewart (Eclipse)
Natalie Portman (Cisne Negro)

Melhor Filme
A Origem
Cisne Negro
Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte I
A Saga Crepúsculo: Eclipse
A Rede Social

Melhor Comediante
Adan Sandler (Esposa de Mentirinha)
Ashton Kutcher (Sexo sem Compromisso)
Emma Stone (A Mentira)
Russell Brand (O Pior Trabalho do Mundo)
Zach Galifianakis (Um Parto de Viagem)

Revelação
Andrew Garfiel (A Rede Social)
Chloe Moretz (Kick-Ass)
Hailee Steinfeld (Bravura Indômita)
Jay Chou (Besouro Verde)
Olivia Wilde (Tron – O Legado)
Xavier Samuel (Eclipse)

Melhor Performance Assustada
Ashley Bell (O Último Exorcismo)
Ellen Page (A Origem)
Jessica Szohr (Piranha 3D)
Minka Kelly (The Roommate)
Ryan Reynolds (Enterrado Vivo)

Maior Durão
Alex Pettyfer (Eu Sou o Número Quatro)
Chloë Grace Moretz (Kick-Ass)
Jaden Smith (Karatê Kid)
Joseph Gordon-Levitt (A Origem)
Robert Downey Jr. (Homem de Ferro 2)

(Não tem foto porque o blog não está de bom humor hoje)

Breaking Dawn - Part 1 - Trailer

São apenas duas palavras para descrever meu estado agora: ESTOU MORTA. Apenas quem é muito fã como eu consegue sentir o que eu estou sentindo agora depois desse trailer:


Estou tentando achar uma palavra para descrever isso, mas não encontro. Talvez: Inacreditável. Maravilhoso. Perfeito. Não sei.

domingo, junho 05, 2011

Tentando Uma Adaptação - Cap. 6

Cap. 6 – Amor X Amor
Mais ou menos 19h00min acordamos. Sim, nós pegamos no sono. Levantamos e sentamos na cama. Minha cabeça latejou e depois melhorou.
Não sabíamos o que falar e ficamos apenas nos encarando. O silêncio foi tão constrangedor que parecia que éramos humano X extraterrestre mantendo um contato pela primeira vez. O silêncio foi quebrado por Edward.
- Não vai falar? – perguntou.
- Falar o quê? – rebati. – Temos que pensar no que fizemos. Ninguém pode saber por que somos irmão. Nossos pais vão ter um infarto. – falei rapidamente.
- Bella, Bella. Não, não somos irmãos e nunca vamos ser. E pode ter certeza que Carlisle não vai ter um infarto. Ele apóia minhas decisões e se eu disser a ele que estou namorando você vai ser a mesma coisa de uma garota de fora. – murmurou. – Só que vamos morar juntos e sua mãe e meu pai sempre não estar presentes. – completou Edward.
Não tive resposta do meu cérebro. Tudo que Edward disse era verdade. Esme também aceitaria.
- Mas, claro, nós só nos beijamos. Não foi uma catástrofe. – murmurou. – Estamos confusos, não estamos?
- Estamos – e eu ri. – Esme aceitaria. Mas vamos ver no que vai dar.
- Você tem razão – indagou e tocou o meu queixo.
Nós levantamos. Edward arrumou a cama comigo e guardamos nossas roupas nas gavetas das duas cômodas do quarto.
- Será que alguém chegou? Faz tempo que eles saíram. – perguntou Edward.
- Aposto que não. Alice e Rosalie não deixariam ninguém voltar antes das nove da noite. – murmurei. – Já aconteceu comigo.
- Jantamos ou não? – perguntou Edward
- Vou ligar para Esme. – disse e sai do quarto. Desci as escadas discando o número de Esme. Todos agora tinham um celular alemão para a nossa comunicação fácil.
- Mãe, vocês não jantar aqui ou vão comer por aí mesmo? – a resposta obtida me fez sentir como uma delinqüente na reabilitação.
Desliguei o telefone e fui à cozinha. Tirei as panelas do fogão e tirei vinho da geladeira para degustar antes de comer.
- Edward! Desce. Vamos ter que fazer nosso jantar. – e pus água no fogo para fazer um belo macarrão.
Edward desceu às pressas a escada, não tinha escutado o que eu tinha falado. Sua expressão era de espanto e surpresa. Chegou um pouco ofegante na cozinha.
- Que aconteceu? – murmurou.
- Nada. É que eles vão jantar lá, e isso significa que vamos ter que cozinhar. Vou logo te avisando que só sei fazer macarrão. – disse, virando-me para o fogão.
- Ah! Nisso você está salva, eu sei cozinhar muito bem. – riu da minha cara de espanto.
Edward não tinha cara de cozinheiro, mas fez um macarrão esplendido com bife assado à cebola – como ele disse – e um suco de laranja bem docinho. Disse que laranja era um ótimo remédio para não engordar muito cedo. Principalmente quando tomado a noite. Eu não sei de onde ele tirou aquilo, mas deu certo. Senti-me leve.
Depois que comemos Edward e eu fomos para a sala para escolher algum filme. Esme voltaria as nove e ainda não eram sete e meia. Tínhamos tempo.
- Olha isso aqui: “Nos embalos de sábado à noite”. Nossa isso é do Carlisle? – perguntei, fazendo uma cara bem esquisita que fez Edward ri.
- É Carlisle tem todos os filmes de John Travolta. Não sei como ele conseguiu – murmurou. – É mais uma coleção, como a de carinhos.
- Uau, seu pai é bem único. Diga a ele que ele tem uma fã.
Por fim, escolhemos um de suspense bem maneiro para assistir. Edward persistiu em escolher alguma coisa mais leve, pensando que eu já era medrosa, mas eu o persuadi. Ele aceitou um pouco relutante.
O filme começou e eu já fiquei entediada. Era um filme comum de suspense que não é uma grande produção. Encostei-me bem no sofá, pondo os pés na mesinha no meio da sala e relaxei. Quem sabe eu não dormia ali mesmo. Melhor do que assistir quilo.
Edward fez o mesmo com os pés e chegou mais perto de mim, passando o braço ao meu redor. De fato aquilo foi bom, pois me esquentou, mas me fez ficar atenta ao filme, agora que eu tinha um cobertor a meu serviço.
Depois de dez minutos de filme, Edward perguntou:
- Você está gostando mesmo desse filme?
- Não – disse.
- Eu vou trocar... – mas foi impedido por mim de se levantar.
- Não, não... Fique aqui está ótimo. – eu estava bem sonolenta e se Edward se levantasse eu esfriaria.
Sem perceber, nós dormimos no sofá. O que nos acordou foram os outros chegando em casa e batendo a porta. Sobressaltei-me e Edward acordou, prendendo-me mais contra ele, alarmado.
- Calma, sou eu. É melhor vocês subirem, aqui embaixo vai ficar movimentado para vocês dormirem. – disse Esme, sentada no braço esquerdo do sofá.
Subimos – Edward me rebocou até lá, as mãos em volta da minha cintura, cuidando para que eu não tropeçasse. Eu parecia um zumbi.
- Chegamos – disse Edward, me deitando na cama e caindo junto. Ele também estava cansado. Sentou-se na cama e tirou nossos sapatos. Depois, arrancou a blusa – na sala fazia frio, ma no nosso quarto não tinha janelas, então era bem aquecido -, jogando-a longe.
- Quer alguma ajuda? – perguntou, apontando para a minha roupa.
Minha blusa era bastante folgada, mas a calça era jeans. Assenti positivamente e abri o botão e o zíper da calça. Edward cravou as mãos na lateral e puxou até o final das minhas nádegas. Depois se livros do cós e puxou a ponta nos meus pés para a calça sair.
Minha calcinha era meio cueca. Aquelas bem confortáveis e elegantes, mas a blusa cobria boa parte dela. Deitamos-nos corretamente e Edward passou o lençol sobre a gente.
E sucumbimos.
Quando acordei, estava totalmente disposta a sair. Eram 06h33min da manhã, mas Edward anda dormia. Nosso sono era sempre interrompido na madrugada que fiquei admirada de vê-lo apagado até àquela hora.
Sentei-me na cama e me pus a fitá-lo; era como estar diante de um anjo em seu dorsal sono e sua beleza mais ressaltada. Edward estava de barriga para baixo e a cabeça em minha direção; não estava tenso. Sua face era tão tranqüilizadora que não consegui controlar o impulso de tocá-lo.
As costas da minha mão tocaram sua bochecha, provocando em mim um arrepio incomum. Edward não se mexeu. Das bochechas passei a testa e depois fui às madeixas lisas cor de bronze. Era um deus grego americano.
Edward não me vê como “a garota que tem asma”. Ele realmente não se importa com isso. Trata-me como uma pessoa normal. Isso me deixa mais relaxada, a preocupação em sempre equilibrar as minhas ações desaparece e eu reajo espontaneamente. Ele também age espontaneamente comigo. Ele é a pessoa certa que eu tenho que conviver e fiquei feliz por Esme ter escolhido Carlisle.
Comecei a fazer cafuné em seus cabelos. Aquela ação fez brotar um sorriso no canto da boca de Edward. Não me espantei, eu o estava relaxando. Nem me dei conta de que ele estava acordado.
- Isso é maravilhoso. – murmurou Edward, abrindo os olhos e sorrindo. Eu apenas retribuí o sorriso.
Ele mudou de posição, ficando de lado a minha frente. Seus olhos fechados davam uma idéia de dormência, mas ele estava bem acordado.
- O que fiz para receber esse carinho?
- Nada. Você estava tão imerso no sono que eu tive vontade de fazer um cafuné.  – respondi – Você parece um garotinho dormindo.
- Obrigado. – disse ele, sério.
- Pelo quê?
- Eu nunca conheci uma pessoa como você antes. – murmurou – Quando eu estou com você, me sinto bem e completo.
O que ele disse me pegou de surpresa, porque era exatamente o que eu sentia. E eu sentia que ele estava sendo sincero.
- Eu também. – respondi.
Ele riu e se sentou na cama. O dia correu sem que percebêssemos.
- Acho melhor descermos. Está cedo para dormimos e precisamos fazer contato com a nossa família senão seremos esquecidos. Se dormirmos agora, acordaremos de madrugada novamente.
Eu assenti e nos dirigimos até a sala. Eram 22h47min da noite e ninguém pretendia dormir nem tão cedo. Rosalie e Alice estavam sentadas no sofá enrolando uma mecha dos cabelos no dedo. Quando Alice me viu logo me chamou. Edward se dirigiu a cozinha.
- Ah! Bella, você deveria ter ido. Mesmo com neve a Alemanha é linda. – disse Alice.
- Neve? – perguntei confusa. Não percebi que estava nevando.
- Sim, fizemos compras, almoçamos e jantamos em restaurantes diferentes. – tagarelou Alice. – E, sabem, os alemães são gatinhos. Amanhã podemos sair e eu te mostrarei o shopping, é demais.
- Claro, mas – hesitei em perguntar – o que aconteceu depois que eu e Edward saímos do terraço na Itália quando Emmett e Jasper estavam discutindo? – falei.
- Aah... Eu acho que a Rosalie explica melhor – disse Alice, virando-se para Rosalie e empurrando-a para minha frente.
- Bem, os garotos discutiram feito duas crianças. Quando Jasper perdeu a cabeça nós interferimos. Então o Emmett acendeu as luzes e nos entreolhamos e demos por conta do sumiço de vocês.
“Aí nós percebemos que a brincadeira tinha terminado e... Subimos, cada uma para o seu quarto. O resto é pessoal. – contou Rosalie, virando as costas para eu e Alice.
– É, o resto é pessoal. Vamos nos juntar aos outros? – perguntou Alice, mudando de assunto e levantando-se do sofá.
- Peraí, o que é pessoal? – perguntei – Rosalie... Você... Emmett... Eu não acredito! – esbravejei. Coitado do Emmett, a Rosalie não larga antes de 2 meses um cara.
- O que é que tem? – disse Rosalie – Ele gostou e também queria.
- Deus! – disse me virando para Alice – E você? O que foi seu ‘pessoal’?
- Eu não transei com o Jasper... – sussurrou Alice – mas não quer dizer que não aconteceu nada.
Fiz uma cara de ‘não acreditando’ e pensei que eu nasci na família errada. Minhas primas eram malucas por sexo. O que é que tem escolher uma pessoa para isso e não sair pegando o primeiro?
- Vocês não são minhas primas. – disse – Vamos. – e me levantei para ir a cozinha.
Nós fomos até a cozinha e todos estavam rindo e só Emmett comia um sanduiche.
- Pensei que vocês tivessem jantado fora – disse eu à Emmett.
- Jantamos, mas Emmett é extravagante – disse Jasper,, sentando no balcão entre Emmett e Alice. – Como foi o dia de vocês?
- Normal, calmo, sonâmbulo. O de sempre. – respondi.
- Vocês perderam, foi demais! – indagou Emmett, de boca cheia. – Vimos várias gatinhas alemães de bobeira - e levou uma tapa no braço de Rosalie, que estava ao seu lado.
Emmett se assustou e soltou um ‘desculpa’ em forma de gemido.
Fui até Esme e Carlisle que estavam encostados numa parede ao lado da geladeira.
- Se divertiram? – perguntei, abrindo a geladeira. Peguei uma garrafinha d’água.
- Sim, foi bem divertido. Chegou até ser uma aventura. Quase nos perdemos. – disse Carlisle.
- É, Emmett não perde a piada. – riu Esme, beijando Carlisle. Era a minha deixa.
Distanciei-me deles procurando Edward perto da pia, mas só o encontrei numa janela do lado oposto a Esme e Carlisle.
Ele estava vislumbrando o céu. Mas parecia mais distante do que reparando em alguma coisa. Aproximei-me e fiquei na mesma posição dele sobre a janela.
- Sabe, se nosso quarto tivesse janela, teríamos uma vista melhor que essa. – murmurei.
Edward entendeu meu recado e me puxou em direção à escada. Aquela era nossa saída ao zumbido da cozinha lotada.
Chegamos ao quarto e eu agarrei Edward. Meus braços ao redor dos seu pescoço. Ele retribuiu. Era boa a tranqüilidade do nosso quarto, o calor que ele emitia.
Eu e Edward nos deitamos. Por incrível que pareça, nós dormimos novamente. Agora em sono leve.
Edward com a mãe dentro da minha blusa, acariciando minhas costas e eu fazendo cafuné em seus cabelos.
Como dizia Shakespeare: O meu amor eu guardo para os mais especiais. Não sigo todas as regras da sociedade e às vezes ajo por impulso. Erro, admito. Aprendo, ensino. Todos erram um dia: por descuido, inocência ou maldade. Conservar algo que faça eu recordar de ti seria o mesmo que admitir que eu pudesse esquecer-te.
Edward seria impossível de esquecer. Eu seria impossível de esquecer. Nós seriamos indispensáveis um para o outro.

Isabel

A data marca 13 de maio.
São exatamente 06h00min da manhã, quando, inesperadamente, Isabel recebe em seu hotel, flores. Nelas havia um envelope. Não uma cartinha ou um recado que se anda em presentes como flores, mas um envelope grande.
O choque passou por Isabel na hora em que ela abre o tal envelope. É uma cópia exata de todas as fotos de sua época de colegial. A época que foi tão infeliz que não gosta nem de lembrar.
Ao final de suas fotos – ao qual está com os cabelos rebeldes, sardas, óculos e aparelhos –, tem um bilhete. Nele há escrito:
Por muitas vezes te perguntei se não teria interesse em se apaixonar de verdade por uma pessoa que te faria feliz de verdade, mas você sempre respondia que essa tal pessoa não existia, que não havia ninguém que a queria, que era muito ‘feia’ para isso. Essa pessoa existe, esta pessoa queria muito você e nunca a viu como uma pessoa feia. Esta pessoa, Isabel, sou eu, Riley. Seu ex-amigo de infância. E, sinto muito, não mais a quero. Você mudou quem você era. Não dá mais. Mas eu te amei... Um dia te amei...
Riley Store.
Ao terminar de ler a carta, Isabel teve flashes de seu ex-amigo Riley. Como ela se sentia segura com ele!Isabel nunca teve paz na escola por causa da sua aparência, mas quando estava com Riley, esqueça de tudo.
E desse momento em diante, Isabel percebeu que a pessoa certa para ela era ele. Mas que agora o tinha perdido.
(...) Isabel nunca se perdoou por não ter percebido que o amor verdadeiro estava ao seu lado, e nunca mais se deixou levar por aparência para não cometer o mesmo erro novamente.

X-Men: First Class - Matthew Vaughn


Enredo: Antes de Charles Xavier e Erik Lensherr levarem os nomes de Professor X e Magneto, eles eram dois jovens que andavam descobrindo seus poderes pela primeira vez. Antes de eles serem arquiinimigos, eles estavam mais próximos dos amigos, trabalhando juntos, com outros mutantes (alguns familiares, alguns novos), para parar a maior ameaça que o mundo já conheceu. Nesse processo, abriu-se um abismo que os tornou inimigos de pontos de vista diferentes, que começou a guerra eterna entre a Irmandade de Mutantes de Magneto e os X-Men do Professor X.

Como minha amiga Rosângela diria: QUE FILME FODA. Eu fui comprar meu presente de aniversário, que por acaso foram dois livros, com meu pai e íamos assistir Thor ou Velozes e Furiosos, mas quando chegamos na bilheteria, já tinha saído de cartaz. Restou apenas Piratas do Caribe, - que vou assistir - Se Beber Não Case e X-Men: Primeira Classe. Aí eu e meu pai fomos de X-Men, crendo que não seria bom porque Wolverine não estaria. Estávamos enganados. 

X-Men: Primeira Classe, como o enredo disse, é a história dos mutantes antes de Magneto e o Professor Xavier se tornarem inimigos por terem pensamentos e finalidades para seus poderes diferentes. Só Deus sabe o quanto eu fiquei absorta com esse filme. (Eu ainda tenho esperança de que um dia eu venha fazer um post neste blog sobre um livro ou um filme que tenha me desagradado). É uma coisa realmente engraçada, porque eu até agora só li livros que eu, sinceramente, gostei. E com os filmes, a mesma coisa.

Não consigo descrever esse filme por que foi inacreditável. Hugh Jackman aparece numa cena de 10 segundos, mas é só. E mesmo assim o filme foi um sucesso. A atuação de Lawrence Belcher como o jovem Charles Xavier foi perfeita. A minha sala lotou e olhe que foram duas salas: uma legendada e outra dublada na mesma hora. Não sei se foi porque o filme estreou dia 03/06 e eu assisti ontem (04/05), na pós ou se foi um recorde mesmo. Enfim, espero que a Mabbee assista.

Trailer

sábado, junho 04, 2011

Como se Livrar de Um Vampiro Apaixonado - Beth Fantaskey


O título do livro pode parecer bobo e o início também, mas existe uma história.

Jessica Packwood é uma adolescente muito normal, ou pelo menos parece muito normal. Na verdade, ela nasceu na Romênia e recebeu o nome Antanasia Dragomir pelos seus pais verdadeiros, que eram vampiros e que foram mortos durante uma guerra entre humanos e vampiros na Romênia. Mas, algumas semanas antes desse massacre, Jessica ou Antanasia foi entregue a dois americanos vegetarianos que estavam fazendo uma reportagem sobre a Romênia e que, por acaso, descobriram a existência dos vampiros.

Mas é só pouco antes de completar os 18 - idade de maioridade, em que Jessica ou Antanasia deveria "desabrochar" como vampira através da mordida de um vampiro, O vampiro - é que ela descobre sobre os vampiros. Ela ouve uma pessoa de capa preta chamar pelo seu nome de nascença, ao qual ninguém, além de seus pais, sabem, quando ela espera o ônibus escolar.

Em sua primeira aula no primeiro dia do seu último ano, ela descobre que quem a chamou de Antanasia foi Lucius Vladescu, um vampiro também nascido na Romênia, que veio buscá-la para eles se casarem e honrarem o pacto que foi feito em seus nascimentos.

O pacto foi feito pelas duas famílias vampiras mais poderosas da Romênia - Vladescu, de Lucius e Dragimir, de Antanasia. A lei desse pacto é que Lucius e Antanasai se casem quando ela completar os 18 anos e, assim, constituirem a paz dessas duas famílias. Quando eles se conhecem e Antanasia descobre que é uma vampira, ela não acredita. A mente de Antanasia gira em torno de tudo que pode ser explicado pela ciência, já que ela é uma das melhores alunas de matemática da escola.

Por todo o ano em que Lucius fica na garagem de Antanasia ou Jessica, ele tenta convencê-la a aceitar seu destino ao lado dele, mas ela reluta em dizer que toda essa história é bobagem e que não é real. Nesse meio tempo, Lucius experimenta sentidos humanos e se apaixona por esse modo de vida, desistindo de tornar Antanasia vampira e se casar com ela. Ele começa um romance frouxo com a inimiga de Jessica/Antanasia, Faith Crosse - que na minha opinião é uma nojenta descarada.

Só que, quando Lucius decide fazer a vontade de Jessica/Antanasia em não a transformar, Jessica/Antanasia decide que tem de cumprir o pacto. Aí começa toda as reviravoltas da história. Lucius finge sua morte para que Jessica/Antanasia esqueça dele. Mas o tio de Antanasia revela esse plano e a leva para a Romênia. Quando Antanasia reencontra Lucius ela não o reconhece. Ele está muito mudado. Está duro e fechado. Nesse instante ele a sentencia: Volte para os Estados Unidos ou será destruida com o resto de sua família vampira. Antanasia cria coragem e (...) depois de ficar muito rígido em sua decisão de afastar Antanasia, Lucius desiste e se entrega ao amor com ela. Ele a morde e os dois reinos ficam unidos.

Eu li esse livro em exatamente 11 horas e 18 minutos. Comecei de 19 horas da noite e terminei as 5 da manhã e 18 minutos do dia seguinte sem parar. Fiquei muito ansiosa pelo final. Tem muita coisa que aconteceu entre essas partes que eu citei, como a visita do tio cruel de Lucius aos Estados Unidos depois que Lucius diz qua não vai mais honrar o pacto. Mas esses detalhes são só para quem ler. Não achei um livro bobo e espero que nenhum diretor sem noção o leia e invente de transformar em filme, por que essa história foi feita somente para ser lida.

Quotes

E vou fazer isso do modo mais simples. Eu sou um vampiro. Você é uma vampira. E vamos nos casar assim que você alcançar a maioridade.Isso foi decretado desde o nosso nascimento.
pág. 25

E foi assim que um adolescente que se dizia vampiro passou a morar na nossa garagem no início do meu último ano de colégio. E não era um vampiro qualquer. Era o meu arrogante e intrometido noivo vampiro. A pultima pessoa com quem eu ia querer ir para escola, quanto mais me unir por toda a eternidade.
pág. 35

No fim, todos somos fiéis à nossa natureza. À nossa criação.
pág. 134

Para mim parecia o início do jogo. Eu estava apenas começando a entender. Começando a acreditar. Por mais difícil que fosse aceitar aquilo, eu não podia mais negar. Acreditava que Lucius Vladescu era um vampiro. E que eu podia, no mínimo, sentir cheiro de sangue. Reagir a ele. Havia muito mais para entender... para deduzir.
pág. 138

Então ele enterrou o rosto no meu cabelo, exausto, e sua mão se afastou do meu peito. A estaca tombou no chão, rolando pelo tapete, e eu soube que tinha vencido. Tinha apostado de vencido.
pág. 292

Seu sangue tinha gosto de poder e paixão com um toque de doçura... exatamente como Lucius.
pág. 295

E enquanto eu ficava aninhada junto a Lucius, com a cabeça em seu peito, protegida por seus braços fortes, os dedos tateando as feridas sensíveis no meu pescoço, percebi que ele havia feito mais do que ordenar que seus lacaios cumprissem a ordem.
pág. 295

Rio - Carlos Saldanha


O filme começa numa floresta próxima à cidade do Rio de Janeiro, no Brasil, quando são mostrados passáros de várias espécies felizes, cantando e voando, enquanto um filhote de Ararinha-azul fica também feliz ao ver a cena, mas não consegue voar, e acaba caindo do topo do seu ninho. A um certo ponto, várias dessas aves são engaioladas, inclusive a ararinha. Então eles são levados para a cidade de Moose Lake, em Minnesota, nos Estados Unidos, durante o inverno, em tempos de neve, e muitos deles são abandonados, inclusive a ararinha azul em questão, cuja gaiola cai na rua. Em seguida, uma garota habitante da cidade chamada Linda encontra o pássaro abandonado e o leva para a sua casa, prometendo cuidar dele para sempre e o dando o nome de Blue. Ao longo de vários anos, Linda e Blue crescem e se tornam grandes amigos.
O filme continua mostrando uma cena 15 anos depois, de Linda acordando com Blue em sua livraria. É possível ver os vários brinquedos e outros pertences de Blue, bem como seu relacionamento com os pássaros nativos. Um pouco depois dessa cena, um cientista do Rio de Janeiro chamado Túlio entra na livraria e fala com Linda, dizendo que Blue é o último macho das espécies de ararinha-azul, e que precisa levá-lo até o Rio de Janeiro, onde há a última fêmea, para fazer eles acasalarem e preservar a espécie. No início Linda rejeita a proposta, mas depois pensa melhor e resolve partir para o Rio de Janeiro.
Enredo inteiro aqui.

Tem adultos que dizem que não assistem filmes animados por que é coisa de criança. Fuck You para eles. Esses filmes animados são LIVRES para todas as idades, não são restritos apenas para crianças como os filmes de 16 são para pessoas com mais de 16. Não sei onde essas pessoas que pensam assim estão com a cabeça.

O começo do Rio é bem brasileiro, e quando o Blu volta para o Rio também. Eu gostei do filme, minha tia também gostou. E fiquei feliz por que mostra a realidade do cariocas. Não só a parte de classe média alta, mas também a vida das pessoas na favela. Ri muito na parte em que o tucano canta Olha que Coisa Mais Linda, Mais cheia de Graça para a esposa tucano. E ela cantando foi muito engraçado por que foi muito desafinado. Foi sucesso total quando o pássaro ruim - esqueci o nome dele, também, né, assisti dia 11.05 - bate num poste e corta os fios elétricos causando um apagão na favela bem na hora do gol do Brasil na copa. Sério, foi uma histeria completa, se posso usar este termo. Mas se isso acontecesse aqui, coitado do pássaro.

Uma parte inesquecível também foi quando Linda "dançou" samba no desfile das escolas de samba. Quer dizer, ela não dançou, ela foi levada pela multidão e ainda por cima vestida de pássaro azul. Mas, o mais inacreditável foi o biquini das brasileiras na praia. Foi muita propaganda enganosa por que as brasileiras nem sendo pagas iriam para praia com um biquini cobre-tudo. Por fim, o fim da filme foi muito mais engraçado, mas não vou contar.

A direção do filme me impressionou, por que é de um brasileiro, mas não se compara a direções como as de Madagascar.

Trailer

Água Para Elefantes - Sara Gruen


A adaptação para filme ficou boa, sim, mas poderia ter deixado original como Jacob conta a história - que no livro ele relembra para ele mesmo. Eu, quando estava lendo o livro, senti a emoção dos acontecimentos. A Sara conseguiu relatar como o povo sofria - e era escravizado - naquela época. A história começa com Jacob contestando o seu evelhecimento. De certa forma, tudo que ele falou no primeiro parágrafo é verdade, e é uma quote minha. Ele é bem sincero com as pessoas, e podem ter certeza que a sinceridade dele é curta e grossa. Ele simpatiza com uma enfermeira que trás comida de fora para ele, pois ele acha a comida do azilo uma droga, em suas palavras. Ele começa a lembrar de seu passado depois que a enfermeira trás o lanche dela e dá para ele.

Aí tudo começa, desde a morte de seus pais até quando ele vai parar no azilo. O mais engraçado e intrigante é que o Jacob teve uma vida plena e feliz - de seu modo. Claro, ele trabalhou muito duro no circo - ao qual era muito cladestino, eu acho - e acabou sendo  o inimigo do chefe por causa de sua paixão por Marlena.

Falando em Marlena, a Reese não combinou neste papel. Depois que eu li o livro, imaginei uma Marlena diferente, mais delicada, mais inocente. A Marlena que eu vi no filme foi um tipo de mulher muito vivida, parecida até com Bárbara, a dançarina do circo. Desculpa, mais foi assim que eu vi Marlena no filme. Eu até diria que a Marlena no fime não fez muito como a Marlena no livro fez. A Marlena do livro queria ficar com Jacob. Eu senti isso.

Enfim, o livro sempre é melhor do que o filme e não é esse que vai ser diferente. Mas estou falando do que eu achei do livro. Achei o máximo e o auto-intitulo como o livro que eu relerei no futuro.

Quotes

O elefante é cem por cento fiel!
pág. 5

Quando temos cinco anos, sabemos até os meses de nossa idade.Mesmo por volta dos 20 sabemos quantos anos temos. Tenho 23, dizemos, ou talvez 27. Mas quando chegamos aos 30, algo estranho começa a acontecer. A princípio, é um mero sobressalto, um instante de hesitação. Quantos anos você tem? Ah, eu tenho - você começa confiante, mas depois para. Ia dizer 33, mas não é essa a sua idade. Você está com 35. E isso o incomoda, pois você fica imaginando se não é o início do fim. Claro que é, mas ainda faltam décadas para você admitir isso.
pág. 9

O mais difícil quando nos sentamos sozinhos a uma mesa é que não há nada para nos distrair das conversas dos outros.
pág. 59

Agora que tive tempo para refletir, vejo que eles já têm problemas suficientes sem ter que cuidar de mim.
pág. 94

Eu o odeio. Eu o odeio por ele ser tão bruto. Odeio estar submisso a ele. Odeio estar apaixonado por sua mulher e sentir algo muito parecido com isso pela elefanta. E, acima de tudo, odeio ter decepcionado as duas. Não sei se Rosie é inteligente o suficiente para me relacionar ao castigo que recebeu e me pergunto por que não fiz nada para impedi-lo, mas estou relacionado e não fiz nada.
pág. 144

Algumas coisas não mudam nunca. Caipiras continuam sendo caipiras, e ainda é possível diferenciar artistas de trabalhadores.
pág. 147

Ela levanta a estaca, como se não fosse pesada, e racha a cabeça dele num único movimento - pum - como uma melancia.
pág. 255