domingo, junho 05, 2011

Isabel

A data marca 13 de maio.
São exatamente 06h00min da manhã, quando, inesperadamente, Isabel recebe em seu hotel, flores. Nelas havia um envelope. Não uma cartinha ou um recado que se anda em presentes como flores, mas um envelope grande.
O choque passou por Isabel na hora em que ela abre o tal envelope. É uma cópia exata de todas as fotos de sua época de colegial. A época que foi tão infeliz que não gosta nem de lembrar.
Ao final de suas fotos – ao qual está com os cabelos rebeldes, sardas, óculos e aparelhos –, tem um bilhete. Nele há escrito:
Por muitas vezes te perguntei se não teria interesse em se apaixonar de verdade por uma pessoa que te faria feliz de verdade, mas você sempre respondia que essa tal pessoa não existia, que não havia ninguém que a queria, que era muito ‘feia’ para isso. Essa pessoa existe, esta pessoa queria muito você e nunca a viu como uma pessoa feia. Esta pessoa, Isabel, sou eu, Riley. Seu ex-amigo de infância. E, sinto muito, não mais a quero. Você mudou quem você era. Não dá mais. Mas eu te amei... Um dia te amei...
Riley Store.
Ao terminar de ler a carta, Isabel teve flashes de seu ex-amigo Riley. Como ela se sentia segura com ele!Isabel nunca teve paz na escola por causa da sua aparência, mas quando estava com Riley, esqueça de tudo.
E desse momento em diante, Isabel percebeu que a pessoa certa para ela era ele. Mas que agora o tinha perdido.
(...) Isabel nunca se perdoou por não ter percebido que o amor verdadeiro estava ao seu lado, e nunca mais se deixou levar por aparência para não cometer o mesmo erro novamente.

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