Cap. 5 - Inesperado
Quando acordei, o dia estava muito escuro. Não dava para enxergar quase nada. Virei minha posição e constatei que Edward já tinha acordado.
Eu estava grudando de suor e fui ao banheiro. Eu não tinha tido um pesadelo, aquele suor deveria ser por causa do clima.
Eu estava tonta, cambaleava feito uma barata tonta. Entrei no banheiro e me despi. Quando ia entrar no chuveiro, tropecei no batente do vidro que fecha a vista para o chuveiro. Só percebi que Edward estava tomando banho quando seus braços enlaçaram a minha barriga e me seguraram para eu não bater a cabeça na parede.
- Porque você já está acordada? – murmurou Edward;
- Já é de manhã. É, não é? – disse eu.
- Não. São 4:15 da madrugada. – murmurou.
- Oh! Eu pensei que já era de manhã. – eu ainda estava enlaçada nos braços de Edward e minha cabeça girava. – Minha cabeça está doendo, eu vou tomar banho. – fui para baixo do chuveiro sem ver a gravidade do ato. Se eu estivesse num estado mais normal teria corrido daquele lugar.
- Eu também vou tomar banho. Se não se importa. – Edward protestou.
- Primeiro as damas. – continuei me molhando.
- Mas eu cheguei primeiro. – me empurrou e tomou o lugar no chuveiro.
Não agüentando a intromissão no MEU banho, empurrei-o de novo e tomei o chuveiro para mim. Ele também não suportou e me agarrou, tentando me tirar do cubículo do chuveiro e me fazer esperar lá fora. Claro que eu não permito.
- Eu cheguei primeiro. – Edward falou.
- Mas eu sou a dama aqui. – eu falei.
Tudo acabou quando caímos no chão do banheiro e os pelos que tinha no tapete ficarem todos grudados nas nossas costas.
- Eu topo um acordo. – sugeriu Edward.
- Que acordo?
- Você nem eu quer ceder a vez. Então, podemos dividir. – murmurou ele.
- Sei lá. Tanto faz. – eu não estava pensando direito. E nem me dei conta – também – de como eu e Edward estávamos. Ele passou para cima de mim.
- Você está... bem? – perguntou Edward.
- Eu não sei. – respondi.
- Você está com dor?
- Não. Sim. Quer dizer, dor de cabeça. – eu estava quase fechando os olhos.
- Vamos, você precisa se espertar. – disse ele.
E me levou para o chuveiro. Começou a fazer massagens na minha cabeça. Aquilo estava tão bom que eu suspirei de alívio. A dor estava desaparecendo numa velocidade extraordinária.
- Melhorou? – perguntou numa voz que pareceu que era um anjo e não Edward.
- Uhum. Muito. – sussurrei.
Edward terminou a massagem e me enlaçou por trás. Seu queixo foi parar no meu ombro direito assim ele podendo, também, se molhar.
A proximidade entre nossos corpos fez-me sentir tão protegida que eu poderia ficar ali para sempre.
Ele começou a cantar uma cantiga tão... linda, que produziu uma calma avassaladora. Eu sentia que aquele era meu lugar.
- Vamos nos trocar? – escutei a voz de Edward ao fundo, como atrás da porta. Não, eu havia dormido ali.
- O que? – eu disse.
Vamos nos trocar. – essa não foi uma pergunta. E me libertou de seus braços. Saí do cubículo 10 segundos depois. Edward tinha enrolado uma toalha na sua cintura e estava segurando um roupão para mim. Me virei e ele pôs o roupão em mim.
- Ninguém levantou ainda, eu presumo. Vou buscar nosso café. – e assim saiu.
Saí do banheiro e me joguei na cama, de mesmo jeito que eu estava. Eu consegui cochilar um pouco, mas isso foi interrompido quando Edward entrou no quarto.
- Eu não acredito que você está dormindo. – disse mais para si mesmo. Mas eu me levantei quando ele pronunciou essas palavras.
- Só estava descansando. A viagem foi longa. Eu caí da cama, então...
- Pensei que você já estivesse pronta. – disse, olhando para meu roupão. – Mas deixa para lá. Vamos comer.
Ele trouxe para nós: pão, queijo, manteiga, suco de goiaba, café bolachas e geléia. Depois desceu mais uma vez e trouxe bolo de laranja que Esme tinha feito no dia anterior para nós comermos no café-da-manhã seguinte. Queria ver o que iria falar quando soubesse que nós já tínhamos tomado café.
- Estava ótimo, obrigada. – eu agradeci quando terminamos.
- De nada. – murmurou com um sorriso torto.
- Você já está na faculdade? – perguntei.
- Não vou começar ano que vem. Como você. Temos a mesma idade. – murmurou Edward.
- Érr... o que faremos nessas férias tediosas? – indaguei, com uma ruga na testa. – Eu estou preocupada com isso. São dois meses.
- Deixe rolar. Não estou preocupado. Quero relaxar e esquecer tudo o que está em casa. Acho que muita gente está procurando pela minha existência em Forks. - riu Edward.
- Porque? Você é o popular?
- Não, eu costumo ajudar as pessoas nas lições de casa. Esse ajudar significa eu fazê-las.
- Hmmm. Legal. – murmurei. – Você vai para qual faculdade?
- Dartmouth, eu acho. E você?
- Provavelmente também. Não quero Harvard. – disse eu, olhando-o.
Ficamos sentados na cama esperando todos acordarem. Cada um lendo um livro. Depois de 4 horas de espera, ouvimos a voz de Emmett e Jasper no corredor.
- Finalmente. – murmurei, levantando-me da cama. Edward fez o mesmo.
Saímos do quarto e encontramos os outros. Esme já tinha levantando também. Depois de descermos e irmos a sala, Esme gritou:
- Quem comeu o bolo? – gritou Esme, muito irritada.
Eu e Edward levantamos a mão e falamos juntamente. – Fomos nós. – sabíamos que viriam o ‘porquê?’. Assim Edward foi logo explicando.
- Nós acordamos de 4 horas da madrugada e não conseguimos mais dormir. Também estávamos com fome, então, eu desi e peguei nosso café. – Edward explicou rapidamente, se levantando. – Bom, ótimo café-da-manhã para vocês. - e me puxou para a escada.
- O que foi? – perguntei.
- Se ficássemos lá, ela iria nos matar. – disse Edward. – Vamos para o quarto.
Fomos para o quarto parecendo dois fugitivos. Para nos distrairmos, ficamos jogando cartas. Depois o xadrez – eu derrotei ele nas três vezes que jogamos -, foi bem divertido nossa manhã.
Quando guardamos o xadrez, ouvimos uma batida na porta. Edward a atendeu. Era Esme.
- Olá, vocês estão prontos? – Esme perguntou.
- Prontos... ? – Edward confundiu-se.
- Nós vamos sair. Almoçar fora. Vamos! – murmurou Esme.
- Mãe, nós preferimos... Ficar... Arrumar as coisa. Quem sabe amanhã? – eu disse.
- Mas, filha, tem algum problema? Você não está se sentindo bem? – indagou Esme, entrando no quarto. Mas antes dela dar o primeiro passo, eu interrompi.
- Não, mãe! Pode ficar tranqüila. Só que eu vou ficar aqui para me familiarizar com a casa, sabe. Arrumar as minhas coisas. SE o Edward quiser ir, tudo bem. – me expliquei. Já estava cansada.
- Eu também prefiro ficar. Também vou arrumar minhas coisas. – disse Edward.
- Vocês vão querer alguma coisa? – perguntou Esme, analisando as nossas expressões. Minha mãe era boa naquilo.
Me levantei da cama num pulo e fui em direção da porta onde estava Edward e minha mãe.
- Claro, dois cafés bem alemães, por favor. – Esme assentiu e eu fechei a porta.
- Sua mãe tem cara de desconfiada. – disse Edward, num murmurinho quase inaudível.
- Ela é boa em detectar mentiras. – respondi. – Mas vocês são novos na família, vai levar um tempo.
Quando ouvi a porta principal batendo, fui para a cozinha buscar ou fazer nosso almoço. Edward me seguiu como bom ajudante culinário.
Nem foi preciso. Esme já tinha deixado macarronada pronta para nós.
- Porque não comemos sorvete? – disse eu. Não que a comida estivesse ruim, mas eu estava de férias e queria sair da rotina.
- Como quiser. – murmurou Edward, depois de um minuto imerso em pensamentos.
Levamos par o quarto sorvete, torta, chocolate na panela, refrigerante e outras bobagens. Devoramos tudo. Claro que depois ficamos passando mal. Tomamos uns remédios e tudo desapareceu.
Logo em seguida, o sono chegou. Deveria ser porque acordamos de madrugada.
Nos deitamos e eu procurei uma página legal para eu ler no livro que Edward estava lendo. Ele já deveria estar dormindo. Por fim, cansei de procurar e me inclinei para pôr onde estava. Tive muito cuidado para não acordar Edward.
- Eu te empresto quando eu terminar. – murmurou Edward, me dando um susto. Eu pensava que ele já tivesse dormindo.
- Deus! Desculpa! Eu não queria te acordar. Me desculpa, mesmo. – me deseperei. Eu tinha Ph.D em acordar o Edward.
- Tudo bem. Eu não estva conseguindo dormir. – murmurou Edward. – Não precisa se perturbar.
Fui completar a minha façanha, levando meu braço com o livro até a mesinha de cabeceira de Edward para guardá-lo. Mas eu não era suficientemente grande para tal proeza. Minha outra mão que estava na cabeceira da cama não suportou e me desequilibrei, fazendo eu cair em cima de Edward. O livro voou para o canto do quarto, na porta do banheiro.
Edward girou de posição, ficando em cima de mim, me deixando ruborizada. Os seus olhos invadiram os meus de uma maneira jamais testada. A sensação foi de paz, depois de alegria. Alguma coisa me dizia que eu pertencia ali: no aperto forte e quente do homem em cima de mim.
E esse sensação foi completada por um beijo escaldante e terrivelmente inesquecível.
Repetimos ele mil vezes durante aquele dia.
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Esse capítulo é o mais fofo do livro até agora. Humft, eu e minha mania de falar Livro e não Fanfic. Eu, agora, estou escrevendo o cap. 9. Vou tentar publicar mais freqüentemente.
Bom, acho que vocês vão gostar. Até o próximo!!