domingo, abril 10, 2011

Tentando Uma Adaptação - Cap. 4

Demorei para postar este capítulo por eu não tenho um ciclo exato de dias para isso. E também eu já tinha este captulo escrito só aguardando para ser postado. Aí fica difícil, muitas coisas na cabeça, surtos, ontem o aniversário da Kristen... Eu sou bem mais atarefada do que eu queria.
Cap. 4 - Oops! Adeus Itália
- Eu sinto dizer-lhes, mas não vamos ficar na Itália.- disse Carlisle.
Todos ficamos chocados com a notícia. Começaram a se questionar uns com os outros sobre o motivo de tal decisão repentina, já que nós só tínhamos ficado três dias em Verona. Carlisle logo interferiu.
- Não há problema nenhum. Eu queria uma casa na Alemanha, que por acaso é maior do que essa. – todos tinham ficado em silêncio, escutando. Menos Esme, que não parecia surpresa. – Então entrei na negociação da mesma e como vocês já estavam de férias, pensei que não daria tempo. Mas agora recebi uma ligação dizendo que a casa é minha e que eu já posso ocupar ela. – terminou o discurso, satisfeito.
- Nós vamos para a Alemanha agora? – perguntou Emmett, sem acreditar.
- Sim, nossa viagem será daqui à cinco horas, então, apressem-se. – informou-nos Carlisle.
Todos nós subimos correndo para nossos quartos para reorganizar as malas. Pelo modo como subi as escadas, fiquei cansada (que foi culpa minha; não deveria ter corrido daquele jeito), fui buscar meu inalador e me desesperei em não achá-lo.
- ESME! – gritei, entre espasmos. – Esme, onde está meu inalador? – perguntei, mas não obtive resposta. Pelo meu estado, não gritei o suficiente.
Saí do quarto e bati na primeira porta que vi, caindo de joelhos. Quem abriu foi Jasper, vindo rapidamente me ajudar e gritou por socorro.
Vi Edward e Rosalie saírem do quarto. Edward correu para onde eu e Jasper estávamos e Rosalie desceu as escadas para chamar Esme.
Esme logo veio com o rosto se partindo em desespero com a mala apropriada para a situação onde eu me encontrava. Antes dela chegar até mim, os espasmos aumentaram e eu fechei os olhos. Não conseguia mais controlar os meus pulmões. Sentia mãos segurando as minhas com firmeza e supus que fosse Edward. Acertei.
Senti a dor ir embora, dando lugar ao sono incompreensível. Mas não podia dormir, pois iríamos viajar e eu não queria ser o motivo para que os outros não fossem. 
Voltando a consciência, minutos depois, escutei Carlisle falando com Esme.
- Não se preocupe, meu amor. Viajaremos amanhã. Eu posso trocar as passagens. – comentou Carlisle a Esme, fora do quarto. Não auvi a resposta de Esme. Eu abri os olhos e tentei levantar, mas mãos consistentes me impediram.
- Não, não, fique deitada. Você precisa descansar. – acalmou-me Edward, sentado ao meu lado na cama.
- Eu... vou falar com Carlisle para ele não desmarcar a viagem. Eu estou bem melhor agora. Eu não quero que vocês fiquem com raiva e percam a viagem. – disse rapidamente.
- Ninguém está com raiva. Se é para esperarmos até amanhã, vamos esperar. – murmurou.
- Não! – disse eu. – Vamos hoje. – E me levantei da cama meio sonolenta e fui em direção a porta. Esme se assustou ao ver-me de pé.
- Querida, volte para cama. – disse, pegando em meus braços. Mas fui mais rápida.
- Carlisle, eu estou num estado perfeito para ir a essa viagem hoje e não quero que você a desmarque. – disse, decidida a não ceder.
- Mas é melhor esperarmos, querida. – murmurou. – Você precisa descansar.
- Eu já descansei o bastante. Nós vamos viajar hoje. – murmurei, cruzando os braços de encontro ao peito.
Carlisle olhou para Esme e assentiu.
A viagem foi longa, mas tranqüila. Passei a maior parte do tempo converasando com Edward sobre faculdade e o futuro.
Fiquei surpresa quando ele disse que queria seguir carreira de engenheiro. Eu tinha pensado que ele iria seguir os passos de Carlisle.
Quando chegamos na casa na Alemanha, nos vimos no Castelo da Rainha Elizabeth. A casa era digna da presença dela e faria inveja a qualquer um. Até eu.
- Bom, tem quartos para nós todos e muito mais. Só que mais da metade deles está inacabado porque os pedreiros estão de férias. Então, terão que dividir os quartos. Decidam quem vai ficar com quem. – nos avisou Carlisle, e eu e Edward entramos na casa sem falar nada. Nós íamos encontrar algum quarto para nos instalarmos. Estava um pouco frio lá fora e escutamos o murmurinho de todos os outros entrando.
Edward e eu escolhemos o último quarto, o mais aquecido de todos. Era grande, tinha uma cama de casal e um banheiro lindo. A mobília era cuidadosamente ornamentada  no lugar certo. Me senti em casa quando entrei nele. Edward suspirou ao meu lado, satisfeito.
Depois de nos aprontarmos, Esme chamou a todos para jantarmos. Quando saímos, vimos que Rosalie tinha ficado com Emmett e estavam satisfeitos um com o outro. E sobrou Jasper com a Alice. Pareciam felizes com a companhia.
Jantamos e comentamos sobre a casa e quartos.
- Sabe, Carlisle, eu pensava que a sua casa na Itália era a casa mais linda do mundo. Mas eu estava enganada. Essa casa é maravilhosa. – Rosalie disse, com um tom de admiração bastante audível.
- Obrigado. – Carlisle agradeceu. – Eu também gostei muito daqui. Claro, faltam os quartos ficarem prontos. Mas não quero obras enquanto estivermos aqui. – murmurou. – Se importam de continuarem a dividir os quartos?
- Não, imagina. – disse Emmett. E me pergunto se Esme e Carlisle já sabiam quem havia ficado com quem.
O jantar prosseguiu com todos nunca conversa animada. Menos eu e Edward – que estava sentado a minha frente, me olhando. – não falamos nada. Parecia que não nos encaixávamos na conversa. Também, Carlisle e Esme falando sobre a lua-de-mel e os outros sobre uma visita ao shopping no dia seguinte, não teríamos mesmo o que comentar.
Eu não queria sair amanhã. Não é desânimo da minha parte, mas eu preferia ficar e arrumar minhas coisas.
O jantar acabou bem tarde, já que todos terminaram mas não saíram da mesa. Edward foi o primeiro a se levantar. Correu para a escada, mexendo no celular. Eu fui a seguinte, queria muito descansar da viagem. Seria uma boa maneira de deixar Esme relaxada, porque se eu continuasse em movimento constante, teria tido uma crise de mal-estar que vocês já sabem no que levaria.
Cheguei ao quarto e Edward já estava deitado – teríamos que dividir também a cama – lendo um livro. Fui para o banheiro para um banho rápido. Voltei já pronta para dormir, com um pijama um pouco antigo na cor azul bebê e detalhes em seda. Alice tinha me dado de presente no meu aniversário 4 anos atrás.
- Você dormi assim? – perguntou Edward.
- Sim, algum problema? – disse, sem entender a sua pergunta.
- É que... parece uma roupa normal de que uma roupa de dormir. – indagou.
- Coisa de Alice. – disse eu, querendo deixar o assunto de lado.
Deitei na cama e me cobri. O colchão era extremamente confortável.
- Você quer que eu apague a luz? – murmurou Edward, com uma voz suave e gentil.
- Não, pode continuar.
Depois de um minuto contado, Edward apagou o abajur e se acomodou mais na cama. Eu estava com um braço para fora da cama, de lado, com as costas para Edward. Estava sonhando lendo um livro em Paris e de repente uma ventania levou meu livro. Só quando Edward me chamou, pegando em minha cintura, que percebi que tinha caído da cama.
- Eu estava sonhando com uma ventania. – disse eu, com uma voz rouca.
- É, a ventania te acertou em cheio. Você vai ficar com o cotovelo roxo. – assim que Edward disse isso, eu senti a dor no meu cotovelo direito.
Fui dormir mais para o centro da cama, prevenindo outra queda e de não acordar Edward, que tinha fechado os olhos.
Ele parecia um anjo que era o mais consagrado do céu. Lindo também como as estrelas. Em prefeita paz.
Eu sucumbi instantaneamente depois desse pensamento.

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